sábado, 30 de junho de 2012

Você se considera uma Mãe Má ? Leia para refletir.


Um dia, quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:

Eu os amei o suficiente para ter perguntado: onde vão, com quem vão e a que horas regressarão?

Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram da mercearia e os fazer dizer ao dono: "Nós roubamos isto ontem e queríamos pagar".

Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês 2 horas, enquanto limpavam o seu quarto; tarefa que eu teria realizado em 15 minutos.

Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.

Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso. Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.

Estou contente, venci... porque no final vocês venceram também! E qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e as mães, meus filhos vão lhes dizer quando eles lhes perguntarem se a sua mãe era má: "Sim... Nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo.

As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos de comer cereais, ovos e torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos de comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela obrigava-nos a jantar à mesa, bem diferente das outras mães, que deixavam os filhos comerem vendo televisão.

Ela insistia em saber onde nós estávamos a toda hora. Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia que lhe disséssemos que íamos sair, mesmo que demorássemos só uma hora ou menos.

Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela violou as leis de trabalho infantil. Nós tínhamos de lavar a louça, fazer as camas, lavar a roupa, aprender a cozinhar, aspirar o chão, esvaziar o lixo e todo o tipo de trabalhos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.

Ela insistia sempre conosco para lhe dizermos a verdade, e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela até conseguia ler os nossos pensamentos.

A nossa vida era mesmo chata.

Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que nós saíssemos. Tinham de subir, bater à porta para ela os conhecer. Enquanto todos podiam sair à noite com 12, 13 anos, nós tivemos de esperar pelos 16.

Por causa da nossa mãe, nós perdemos imensas experiências da adolescência. Nenhum de nós esteve envolvido em atos de vandalismo, violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.

Foi tudo por causa dela. Agora que já saímos de casa, nós somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "pais maus", tal como a nossa mãe foi.

Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje:
Não há suficientes Mães más...
Dr. Carlos Hecktheuer

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Uma versão em quadrinhos da...

A TESE DO COELHO







                                     A TESE DO COELHO

Num dia lindo e ensolarado, o coelho saiu de sua toca com o notebook e
       
pôs-se a trabalhar, bem concentrado.  Pouco depois passou por ali a              
raposa e viu aquele suculento coelhinho, tão distraído que chegou a
salivar. No entanto, ela ficou intrigada com a atividade do coelho e
aproximou-se, curiosa:

R: Coelhinho, o que você está fazendo aí tão concentrado?

C: Estou redigindo a minha tese de doutorado, disse o coelho sem tirar
os olhos do trabalho.
R: Humm .. . e qual é o tema da sua tese?
C: Ah, e' uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros
predadores naturais de animais como as raposas.

A raposa fica indignada:

R: Ora! Isso é ridículo! Nós é que somos os predadores dos coelhos!
C: Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu mostro a minha
prova experimental.

O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois ouve-se
alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois
silêncio. Em seguida o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma os
trabalhos da sua tese, como se nada tivesse acontecido.

Meia hora depois, passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho tão
distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu
jantar garantido. No entanto, o lobo também acha muito curioso um
coelho trabalhando naquela concentração toda. O lobo então resolve
saber do que se trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho:

Lobo: Olá, jovem coelhinho. O que o faz trabalhar tão arduamente?

Coelho: Minha tese de doutorado, seu lobo. É uma teoria que venho
desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os
grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive
dos lobos.

O lobo não se contém e farfalha de risos com a petulância do coelho.

Lobo: Ah, ah, ah, ah!! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um
despropósito. Nós, os lobos, é' que somos os genuínos predadores
naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa...

Coelho: Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova
experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca?

O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte. Ambos desaparecem toca
adentro. Alguns instantes depois ouve-se uivos desesperados, ruídos de
mastigação e ... silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho,
impassível, e volta ao trabalho de redação da sua tese, como se nada
tivesse acontecido...

Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos
ensangüentados e pelancas de diversas ex-raposas e, ao lado desta,
outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia
foram lobos. Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme LEÃO,
satisfeito, bem alimentado e sonolento, a palitar os dentes.

MORAL DA HISTÓRIA:

Não importa quão absurdo é o tema de sua tese.
Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico.
Não importa se os seus experimentos nunca cheguem a provar sua teoria.
Não importa nem mesmo se suas idéias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos.
O que importa é QUEM É O SEU ORIENTADOR.


Autoria desconhecida

terça-feira, 26 de junho de 2012

O Sexo do diploma



As mulheres agora sairão da escola com o grau ou profissão correspondente ao sexo registrado no diploma: doutora, engenheira, mestra, bacharela...
A presidenta  Dilma Roussef transformou na Lei 12.605 o projeto 6.383 de 2009, que determina que as instituições de ensino públicas e privadas devem expedir diplomas e certificados com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada ao designar a profissão e o grau obtido.As pessoas já diplomadas podem requerer, de graça, emissão de seus diplomas com a correção.
Mal  nasceu,  a lei causa alvoroço entre especialistas, linguistas e professores . E  você o que pensa a respeito? Qual a sua opinião?

segunda-feira, 25 de junho de 2012


    O vídeo nos ensina grandes lições...

  •  O conhecimento nunca deve ser entregue pronto, é a construção dele, o fazer e refazer quem dar  o verdadeiro significado ao que é aprendido.
  •   O mestre é aquele que indica o caminho, não fornece o mapa completo, acompanha,  permitindo  que se aprenda com os erros.
  • Ninguém nasce pronto, ninguém aprende só.
  • O conhecimento deve ser  compartilhado.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

domingo, 17 de junho de 2012



Uma pausa para o humor, afinal...


RIR FAZ BEM!



Aproveite o  final de semana  e ....



                                                          junasattva.wordpress.com

LER DEVIA SER PROIBIDO


A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.

Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.

Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado.
Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.

Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.

Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.

Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.

O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?

É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.

Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.

Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

Guiomar de Grammon, In: PRADO, J. & CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio de Janeiro - Argus, 1999. pgs.71-73